|
 |
Brasil, líder mundial em técnicas de reprodução bovina |
22/07/2010 |
16:41:00 |
As bases para consolidar o Brasil como grande produtor mundial de embriões de bovinos, seja pelo método convencional de Transferência de Embriões (TE) a fresco ou em laboratórios por meio da Fertilização In Vitro (FIV), estão consolidadas. Quase três décadas após o início das primeiras pesquisas, o país pode comemorar não só o sucesso no desenvolvimento e domínio das técnicas usadas na reprodução animal assistida, mas a conquista de espaço definitivo e destacado nesse mercado.
A International Embryo Transfer Society (Iets), entidade internacional criada com o propósito de orientar, assistir e fiscalizar o desenvolvimento das pesquisas no campo das biotecnologias reprodutivas aponta o Brasil como referência mundial na produção de embriões.
A popularização da técnica de fertilização de bovinos em laboratório, processo iniciado na década de 1990, aconteceu de maneira gradual e motivada basicamente por necessidades mercadológicas. Nos últimos anos o conhecimento sobre a tecnologia foi ampliado e o surpreendente avanço da produção coloca a pecuária brasileira definitivamente em pé de igualdade com os países mais desenvolvidos no mundo.
Os números comprovam essa evolução fantástica das técnicas de TE e FIV. Nos últimos cinco anos, a produção nacional saltou de 60.000 para 200.000 embriões transferidos/ano, aproximadamente, sendo que mais de 90% foram produzidos em laboratório.
Outros fatores de mercado, como a forte pressão do consumidor mundial por qualidade, escala e padronização dos produtos de origem animal, somados à própria competição por espaço entre a pecuária, a agricultura e a bioenergia contribuem para uma maior produtividade, provocando um crescimento acelerado das técnicas de reprodução artificial. A comprovação prática está na busca incessante por eficiência na produção animal, hoje não mais medida por arrobas, mas pela taxa média de desfrute dos rebanhos ou por Kg. de carne / hectare / ano ou litros de leite / hectare / ano.
Nessa lógica que envolve o mercado globalizado de produção e consumo de produtos primários, a pecuária brasileira tem nas técnicas de reprodução assistida um forte aliado para elevar a produtividade média dos rebanhos; uma vez que permitem aumentar substancialmente a quantidade de nascimentos de bezerros geneticamente superiores, quase que simultaneamente.
E, acima de tudo, está uma análise matemática indiscutível: enquanto pelo método convencional de reprodução por meio das técnicas de Inseminação Artificial (IA), cada vaca doadora pode dar no máximo um bezerro por ano, nas técnicas de TE e FIV o rebanho é multiplicado em número de 15 até 50 crias por ano, respectivamente.
O efeito desse resultado para o melhoramento genético do gado é extraordinário. Mas aqui fica um alerta: é preciso que a técnica seja feita de forma correta, por profissionais capacitados, em fazendas capazes de absorverem essa tecnologia e a partir de escolha criteriosa dos acasalamentos de modo a corrigir ou melhorar determinadas características que incidem na produtividade dos rebanhos.
|
|
Fonte
: Texto Assessoria de Comunicaçõ |
|
|
 |
|
 |
Como o melhoramento genético pode modificar a qualidade do leite |
22/07/2010 |
16:40:00 |
A pecuária leiteira nacional vem passando, nos últimos anos, por um intenso processo de especialização da produção. Entretanto, no que diz respeito à qualidade e composição do leite, item essencial a um país que pretende ser exportador de lácteos, ainda há muito a fazer em relação a países que já participam ativamente do mercado internacional.
Uma matéria-prima de melhor qualidade e composição está associada a um maior rendimento industrial, o que permite otimizar custos de produção e oferecer produtos de melhor qualidade ao consumidor, com consequente aumento da competitividade do leite e derivados nacionais, principalmente quando se almeja um crescimento nas exportações. Além disso, com a melhoria da qualidade pode-se atender às exigências crescentes de um consumidor a cada dia mais esclarecido.
Ao se considerar a importância do leite como alimento para a população humana, além de seu interesse industrial, a preocupação com a qualidade se torna ainda maior. A gordura do leite contém muitos nutrientes necessários à dieta humana, como vitaminas lipossolúveis e lipídeos bioativos, além de ser fonte de energia. No entanto, o consumo de determinados ácidos graxos do leite tem sido associado negativamente com a saúde humana, principalmente com doenças cardiovasculares, apesar das controvérsias. Estudos têm revelado diferenças no conteúdo de ácidos graxos em diferentes raças, o que sugere a possibilidade de obtenção de produtos lácteos de qualidade nutricional diferenciada pela escolha da raça.
O leite bovino tem sete vezes mais proteínas do que o leite humano. As principais proteínas do leite são as caseínas, albuminas e globulinas. Além da importância para a alimentação humana, um aspecto de interesse à indústria reside no envolvimento das proteínas na formação do coalho para produção de queijo. As proteínas diretamente responsáveis por este processo são as caseínas e globulinas. Existem quatro formas de caseínas (alfa S1, alfa S2, beta e kappa). Estudos moleculares identificaram seis alelos para o gene da kappa-caseína e vários estudos concluíram que o alelo B está associado a uma maior capacidade de coagulação do leite, resultando em um coalho mais firme e no aumento do rendimento na produção de queijo.
Outra proteína importante para a indústria, é a beta-lactoglobulina. Essa proteína é encontrada no soro do leite e, também, está envolvida no processo de coagulação do leite. Os alelos mais frequentemente encontrados em rebanhos leiteiros são o A e o B, sendo este último associado com maiores teores de caseínas no leite e, portanto, maior produção de queijo. Dessa forma, animais que possuam em sua constituição genética os alelos B para k-caseína e b-lactoglobulina irão produzir leite com maiores teor de caseínas e capacidade de coagulação.
Com respeito à lactose, sabe-se que alguns oligossacarídeos do leite bovino não apenas são fonte de nutrientes para os recém-nascidos, mas têm numerosas e importantes funções biológicas, incluindo a prevenção de ligação de patógenos ao epitélio intestinal e servindo de fonte de nutrientes às bactérias benéficas ao trato intestinal.
Um aspecto mais abrangente da qualidade do leite é o teor de sólidos (lactose, gordura, proteína, minerais, dentre outros). Algumas raças e cruzamentos apresentam leite com maior teor de sólidos, o que pode ser convenientemente aproveitado, dependendo da remuneração pela indústria. Por exemplo, a raça Holandês apresenta menores percentuais de gordura e proteína, mas maiores produções totais. Já as raças Jersey e Pardo-Suíço, apesar dos altos percentuais de gordura e proteína, apresentam produções totais inferiores à observada na raça Holandesa.
Por sua vez, a Contagem de Células Somáticas (CCS) é um parâmetro importante da qualidade do leite, pois constitui indicativo de qualidade microbiológica e está associada a uma doença de grande incidência em rebanhos leiteiros, a mastite, que afeta a produção e provoca mudanças na composição do leite e na adequação do leite para o processamento industrial.
Compreende-se, portanto, a relevância do tema composição e qualidade microbiológica do leite. Sabe-se da complexidade envolvendo a expressão das características relacionadas a este tema e que as mesmas são inerentes a cada raça leiteira e dependentes de diversos fatores de ambiente. Através de modificações ambientais, como, por exemplo, disponibilidade de alimentos de qualidade, nutrição balanceada e manejo adequado, ou seja, sanidade, bem-estar, dentre outros, pode-se obter ganhos em qualidade do leite, porém, de caráter transitório. Ao contrário dos ganhos genéticos que são duradouros.
Apesar de serem permanentes e cumulativos, os ganhos por meio do melhoramento genético são, entretanto, demorados devido ao longo intervalo de gerações dos bovinos. Sendo assim, os objetivos de seleção devem ser determinados com cautela e os programas de melhoramento devem estar atentos às tendências do mercado futuro, para que os produtores alcancem seus objetivos a tempo de usufruir das bonificações e terem maior inserção de seu produto no mercado.
Com vistas ao melhoramneto genético, estudos verificaram que as produções e/ou porcentagens de gordura, de proteína e de lactose são características herdáveis e que, portanto, podem ser melhoradas por meio de seleção, ou seja, a escolha de pais de alto valor genético pode gerar progênie de alto potencial produtivo. O quanto as características são herdáveis, ou possuem de herdabilidade, varia em torno de 0,20 a 0,35 para as produções, enquanto que para as porcentagens são relatados valores mais elevados. Portanto, é possível alterar estes componentes através da seleção de reprodutores e escolha de matrizes, valendo-se da diferença dentro e entre raças. Para outros constituintes como lactose e minerais não existe, por enquanto, incentivo econômico que justifique a consideração destas características em programas de seleção. Para a CCS, a literatura científica tem relatado coeficientes de herdabilidade variando de 0,08 a 0,19. Portanto, adicionar a CCS ao programa de seleção poderá trazer benefícios à qualidade do leite, como também ao bem estar animal.
Com os avanços da biotecnologia tornou-se possível obter informações de importância estratégica e elevado valor econômico sobre o genótipo dos animais para o melhoramento por meio de seleção. De posse dessas informações, o produtor pode orientar os acasalamentos, a escolha do sêmen e adicionar a informação dos marcadores moleculares para o melhoramento genético do rebanho. Para tanto, a Embrapa Gado de Leite publica nos catálogos de touros de diferentes raças leiteiras, informações sobre o valor genético de características como produção e composição de leite, além de informações sobre o genótipo dos animais para genes que influenciam características de importância econômica.
Deve-se ressaltar, no entanto, que a seleção para altas porcentagens de gordura e proteína deve estar associada a bons patamares ou volume de produção leiteira, pois a produção de leite tem correlação alta e negativa com o teor de sólidos do leite. Faz-se, também, necessário salientar e conscientizar os produtores de que produzir leite com maior teor de sólidos é mais oneroso e, portanto, deve-se avaliar a relação custo e benefício desse investimento, ou seja, se a indústria valorizará este esforço. O pagamento do leite por qualidade, com a inclusão da proteína e da gordura no esquema de pagamento, já é uma realidade em diversos países e vem sendo executado por algumas indústrias do setor de lácteos no Brasil e, em breve, acredita-se, será prática comum.
O melhoramento genético do rebanho pode, de fato, propiciar melhorias na qualidade do leite, no entanto, cabe ao produtor a difícil tarefa de definir corretamente seus objetivos, suas metas, adotar as tecnologias acessíveis, utilizar genótipos adequados e a arte de manejar corretamente seu rebanho. Desta forma, poderá garantir a produção de leite de qualidade e a baixo custo, atendendo aos anseios da indústria e dos consumidores e permitindo sua permanência sustentável na atividade leiteira.
|
|
Fonte
: Embrapa Gado de Leite |
|
|
 |
|
 |
Cresce uso na Suécia de ônibus a etanol, que já circula também em SP |
22/07/2010 |
16:34:00 |
São ônibus fabricados pela montadora sueca Scania, iguais aos dois ônibus que já circulam em São Paulo desde 2007 dentro do Projeto BEST – Bio Ethanol Sustainable Transport, ou Etanol para o Transporte Sustentável, que tem apoio da União da Indústria de Cana-de-Açúcar.
Para o consultor de tecnologia e emissões da UNICA, Alfred Szwarc, o exemplo de transporte público sustentável da Suécia tem tudo para ser adotado amplamente também no Brasil. “A perspectiva de incorporação de 200 desses ônibus na cidade de São Paulo foi levantada pelo prefeito Gilberto Kassab quando o segundo ônibus desse tipo foi lançado em novembro de 2009, e esperamos que a novidade seja anunciada em breve. É oportuno lembrar a maior parte do etanol consumido na Suécia é importado do Brasil,” comentou.
Szwarc frisou ainda que o avanço do ônibus a etanol na Suécia é algo muito significativo, pois o país é conhecido mundialmente por suas posições e ações favoráveis à preservação ambiental. “A decisão da empresa gestora de transportes urbanos de Estocolmo, de continuar a investir nos ônibus movidos a etanol, agora em sua versão tecnologicamente mais avançada, é uma prova desse compromisso,” afirmou.
Swarc lembra que a maior parte da tecnologia e aprimoramento do ônibus a etanol é fruto de trabalho realizado no Brasil. O ônibus “verde” tem como característica emissões extremamente baixas de poluentes, em função do uso de um combustível renovável e de baixo carbono.
Projeto BEST
Idealizado ela União Européia e coordenado pela Prefeitura de Estocolmo, o Projeto BEST tem estudos no Brasil liderados pelo Centro Nacional de Referência em Biomassa (CENBIO), que é o coordenador do projeto e responsável pelo acompanhamento do desempenho dos veículos que hoje rodam em São Paulo.
Os novos ônibus que rodarão em Estocolmo vão ser equipados com um motor que atende aos mais avançados limites para emissões vigentes no mundo – os limites Euro5 e EEV (Environmentally Enhanced Vehicle), que ainda não estão em vigor no Brasil.
O Conselho do Condado de Estocolmo (Stockholm County Council), dono da empresa de transportes, Storstockholms Lokaltrafik’s, traçou uma meta para que até 2012 pelo menos 50% de todo o transporte na cidade de Estocolmo utilize combustíveis renováveis. No final do ano 2009, este número já representava cerca 30%.
A Scania tem mais de 20 anos de experiência com ônibus movidos à etanol. A empresa já entregou um total de 700 ônibus, sendo que mais de 600 foram para cidades suecas. Nos últimos anos, a Scania também entregou ônibus movidos a etanol para serviços comerciais na Grã Bretanha, Espanha, Itália, Bélgica, Noruega, entre outros.
Informações adicionais: UNICA – www.unica.com.br
|
|
Fonte
: CDN Comunicação Corporativa |
|
|
 |
|
 |
Biodiesel deverá ser fator chave da nova safra de soja do Brasil |
22/07/2010 |
16:29:00 |
A maior mistura de biodiesel no diesel, um componente chave para o aumento na demanda por soja no Brasil já em 2010, poderá ganhar ainda mais importância para o mercado na próxima temporada, especialmente se o Brasil não conseguir repetir a extraordinária safra obtida em 2009/10.
Neste ano, o País colheu um recorde de 68,7 milhões de toneladas de soja, matéria-prima que responde por 85 por cento da produção nacional de biodiesel. O Brasil contou com chuvas abundantes sob influência do El Niño para ver sua colheita saltar mais de 10 milhões de toneladas ante a safra passada.
Isso de certa forma atenuou o impacto da demanda adicional de 740 mil toneladas de óleo (ou 4 milhões de toneladas de soja) gerada com a mudança do B3/B4 que vigorou respectivamente em cada metade de 2009 para o B5 em 2010 (mistura de 5 por cento de biodiesel no diesel), em meio à forte busca de importadores pelo grão brasileiro.
Mas para o ano que vem, mesmo que o B5 se mantenha, como indica o governo, o mercado pode ficar mais apertado, pois já se fala em redução do plantio no principal Estado produtor de soja, o Mato Grosso o país é dependente do grão para o biodiesel, com a produção de matérias-primas alternativas com maior conteúdo de óleo, como a palma, ainda apenas no início.
"A gente pode ter problema, o Mato Grosso vai diminuir a área de soja, as coisas começam a se complicar", disse Glauber Silveira, presidente da Aprosoja-MT, dos produtores do Estado.\ Nesta semana, a Aprosoja divulgou estudo que aponta uma queda de 2 por cento no plantio no Mato Grosso na próxima safra. O Estado responde por quase 30 por cento da produção do Brasil, o que dá um indicativo do tamanho da produção na nova temporada.
"O governo tem feito pouca coisa para incentivar (o plantio), o produtor está muito endividado, e o Estado não tem logística", acrescentou Silveira, comentando os principais entraves para agricultura de Mato Grosso, o principal vendedor de biodiesel no último leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No curto prazo, o governo não deverá elevar a mistura, segundo o coodenador-geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Denilson Ferreira. Mas o simples crescimento do consumo de diesel que tende a aumentar junto com a economia mais acelerada já elevará a demanda por biodiesel em 2011.
Quanto crescerá, Ferreira evitou estimar, dizendo que mesmo que a safra de soja caia, a oferta será suficiente para a produção de biodiesel.
Roubando grão da exportação
Mas o setor privado está vendo nesta entressafra no Brasil uma situação menos tranquila. Mesmo com uma safra recorde colhida em 09/10, está havendo atualmente uma intensa disputa por soja em Mato Grosso entre processadores e exportadores.
"Esse negócio de biodiesel, acho que muita gente desprezou", afirmou João Birkhan, diretor da Central de Comercialização de Grãos da Famato, dos produtores de Mato Grosso, ressaltando ter visto recentes negócios de soja com valores de 3 reais por saca de 60 kg acima do mercado.
Segundo ele, algumas tradings, acreditando em uma oferta folgada com a safra recorde, ficaram vendidas e agora estão tendo que pagar um preço acima do mercado para honrar acordos.
No embalo do biodiesel, ressaltou Birkhan, o Mato Grosso (principal exportador do grão do Brasil) está se tornando um grande processador de soja.
Assim, no caso de uma oferta mais escassa por eventual frustração de safra, a exportação do Brasil, segundo exportador mundial de soja, perderia volumes para o biodiesel.
"Estamos exportando um volume (recorde) de 29 milhões de toneladas de soja em grão, que pode ser utilizado a qualquer momento para fazer biodiesel aqui", afirmou Fábio Trigueirinho, secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais.
Trigueirinho, que salientou que o grande "driver" para o processamento de soja é o farelo, destinado à indústria de ração animal, acrescentou que o setor vê vantagens tributárias na produção do biodiesel, cuja comercialização permite às empresas receberem créditos de ICMS que não poderiam ser usados no caso da exportação do óleo.
Mistura maior
Sérgio Beltrão, diretor-executivo da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), concorda, acrescentando que "uma pequena retenção" da soja hoje exportada poderia permitir até que o País entre os quatro maiores produtores de biodiesel do mundo elevasse seu percentual de mistura.
"Seja pelo incremento de uma safra para a outra, seja pela desejável retenção e agregação de valor de grãos que vão para o exterior, gerando empregos lá, você consegue com muita tranquilidade atender a demanda do biodiesel", disse Beltrão, cuja associação defende junto ao governo a elevação gradativa da mistura até o B10, além de um B20 para as regiões metropolitanas, com foco na melhoria da qualidade do ar.
|
|
Fonte
: Reuters |
|
|
 |
|