Cana-de-açúcar tem 1,9 milhão de novas áreas de plantio

15/09/2008
08:56:00

anúncio foi feito pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, ao divulgar o segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar em 2008, durante a 16ª Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro) e a 6º Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar, em Sertãozinho/SP, na quinta-feira (04/09). De acordo com Wagner Rossi, a atual safra será alcooleira, porque 57% da produção se destinará à fabricação de etanol e 43% de açúcar. Está prevista a produção de 27 bilhões de litros de álcool, um incremento de 18% em relação à safra anterior, sendo 17 bilhões de litros de álcool hidratado para os veículos flex e 10 bilhões de litros de álcool anidro para adição à gasolina, na proporção de 25%. Para o presidente da Conab, a tendência é de aumentar a exportação de etanol brasileiro, uma vez que o produto tem qualidade e preços competitivos e a indústria sucroalcooleira continua buscando mais mercados mundiais. Os números do levantamento foram divulgados também em inglês e espanhol para atender os participantes estrangeiros dos dois eventos, que terminam nesta sexta-feira (5). Pela segunda vez, o anúncio foi feito fora de Brasília, o anterior foi em Ribeirão Preto/SP, no Agrisohow, no mês abril. A próxima estimativa da safra de cana, a terceira e última, está prevista para novembro.

Fonte : Mapa    

Cana-de-açúcar tem safra recorde em Minas

15/09/2008
08:52:00

Minas Gerais vai alcançar, em 2008, uma safra de cana-de-açúcar da ordem de 60,2 milhões de toneladas, 47% maior que a do ano passado, que foi de cerca de 46 milhões de toneladas. Com essa previsão de colheita recorde anunciada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado saltou para o segundo lugar como produtor de cana-de-açúcar no Brasil, superando o Paraná, que tem estimativa de 54,4 milhões de toneladas. A liderança nacional continua com São Paulo, que tem a estimativa de 410 milhões de toneladas no conjunto de 710,3 milhões de toneladas produzidas no país. De acordo com o secretário da Agricultura do Estado, Gilman Viana Rodrigues, o aumento da produção da cana-de-açúcar em Minas Gerais é simultâneo à expansão da safra de grãos e outros produtos. “O uso do solo mineiro aumenta a oferta do combustível renovável de alta qualidade ambiental e também a produção de açúcar, possibilitando ainda maiores safras de alimentos como o milho, que tem estimativa da ordem de 6,6 milhões de toneladas, um crescimento de 6% em relação à safra do ano passado, que era a maior da história, com 6,2 milhões de toneladas”. Ele acrescenta que o feijão terá safra de 567 mil toneladas, 12,6% em relação à safra anterior. “O leite também teve destaque, com 7,6 bilhões de litros, ou 3,7% de aumento em relação ao ano anterior”, assinala. Minas Gerais continua em terceiro lugar quanto ao volume de cana-de-açúcar destinado ao setor sucroalcooleiro. A previsão da Conab é de que, neste ano, serão destinados cerca de 25 milhões de toneladas da matéria-prima para a indústria de álcool e 17,9 milhões de toneladas para a produção de açúcar em Minas. Já o Paraná destina 26,7 milhões de toneladas de cana para o processamento de álcool e 20,4 mil toneladas para a produção de açúcar. Neste caso, de acordo com a Conab, Minas perde posição porque cerca de 17,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar são encaminhadas para os demais segmentos como a produção de cachaça, rapadura, ração animal, mudas e outros. O Paraná destina apenas 7,4 milhões toneladas da matéria-prima para as atividades desses segmentos. De acordo com a Conab, nesta safra a indústria de álcool em Minas vai produzir cerca de 2,2 bilhões de litros, em comparação com o volume de 1,9 bilhão da safra anterior. Para a indústria de açúcar está prevista a produção de cerca de 2,5 milhões de toneladas, contra 2,1 milhões de toneladas da safra anterior. Indústria forte A atividade sucroalcooleira, em Minas Gerais, tem seu maior pólo no Triângulo, com cerca de 70% das indústrias, informa o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar). Segundo a entidade, o Estado conta com 36 usinas em produção e até 2012 terá 52 unidades, prevendo-se investimentos da ordem de US$ 3 bilhões no período. Estima-se que, na safra 2012/2013, serão processados 84 milhões de toneladas de cana, em comparação com os 42,8 milhões de toneladas atuais. Está prevista também a produção de 4,2 bilhões de litros de álcool e de 4,6 milhões de toneladas de açúcar em 2012/2013. Segundo o Sindaçúcar, nos próximos quatro anos, devem ser gerados cerca de 40 mil empregos no setor em Minas Gerais. De acordo com o sindicato, participam da expansão do parque sucroalcooleiro de Minas os grupos paulistas Balbo e Moema, que começaram a operar nesta safra. Crystalsev e Santa Elisa estão para começar, enquanto Energética do Triângulo Mineiro vai iniciar produção em 2010. Há outros dez projetos de usinas para o Triângulo e Alto Paranaíba; um projeto para o Alto São Francisco (Felixlândia); e dois projetos para a região Noroeste.

Fonte : Assessoria de Comunicação - Se    

A consolidação do combustível limpo

15/09/2008
08:47:00

Esse combustível limpo já é a segunda fonte de energia no país, respondendo por 16% de todo o consumo, decorrente dos ganhos de produtividade nas lavouras e usinas, que derrubaram os custos do barril de etanol de US$ 90, na década de 80, para US$ 30, em 2008, enquanto as cotações do barril do petróleo saltaram de US$ 12 para mais de US$ 130, no mesmo período. O Brasil consolidou uma importante posição no que se refere ao etanol: é o segundo maior produtor, atrás apenas dos EUA, e o maior exportador mundial. Na safra de 2006/07, o país produziu 17,9 bilhões de litros de álcool e deve atingir 27 bilhões na safra 2008/09. No entanto, a despeito desse cenário, inúmeras críticas têm sido feitas sobre a produção de álcool, responsabilizando o setor, no Brasil e no mundo, pela disparada dos custos dos alimentos. Porém, uma análise mais técnica do assunto demonstra a fragilidade dessas opiniões. De um modo geral, porque, no mundo, a área dedicada à produção de biocombustíveis é de 10 milhões de hectares e a área para agricultura, de 1,2 bilhão. Logo, não há sequer senso de proporção na defesa dessas idéias. No Brasil, essas críticas são ainda mais insustentáveis. O que comprova isso é que o país vai produzir a maior safra de grãos de sua história, colhendo 142,1 milhões de toneladas de milho, soja, arroz, feijão, algodão, trigo, sorgo, amendoim, mamona, girassol, entre outros. Ao mesmo tempo, obterá a maior produção de cana de todos os tempos, em um total estimado em 568,9 milhões de toneladas, com extração de 26,9 bilhões de litros de etanol, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento. Portanto, se a produção de cana-de-açúcar cresceu 8,3%, a safra de grãos 2007/08 revela crescimento de 7,1%, com 5,5% de incremento na produtividade em detrimento de apenas 1,6% de aumento de área plantada. É importante ressaltar que essa produção de grãos é tão exorbitante que será suficiente para assegurar o abastecimento doméstico, sustentar os rebanhos de bovinos, aves e suínos e dar suporte ao ritmo crescente das exportações do agronegócio. O fato é que os verdadeiros responsáveis pelo aumento nos preços dos alimentos, na avaliação de especialistas, são: a alta do petróleo, a redução dos estoques mundiais de grãos, a forte demanda por alimentos de China e Índia e a especulação financeira. Porém, as recentes críticas ao etanol não arrefeceram o ânimo dos investidores. O número de usinas de açúcar e álcool com ações negociadas na Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - deve dobrar nos próximos 18 meses, conforme consultorias especializadas no setor. Para os próximos seis anos, o valor estimado é de US$ 17 bilhões. Ocorre que o movimento de consolidação de empresas atinge de forma geral o setor de geração de energia renovável em todo o mundo. Um levantamento global da consultoria KPMG revela que o valor total das fusões e aquisições realizadas em 2007 foi 47% superior ao verificado em 2006. No Brasil, não tem sido diferente. O número de transações envolvendo usinas saltou de nove, em 2006, para 25, em 2007, com grande parte dos investimentos advindos dos fundos de private equity. A verdade é que o Brasil criou uma eficiente agricultura tropical, reconhecida em todo o mundo, que afasta o estigma da economia clássica de que a população cresce em progressão geométrica, enquanto a de alimentos cresce em progressão aritmética. Afinal, produzimos mais com menos terra. No dilema de Malthus, como sabemos, a tecnologia não foi contabilizada.

Fonte : Ex-Libris Comunicação Integrad    

Sustentabilidade nos Agronegócios

15/09/2008
08:40:00

Vive-se uma rápida mudança no conjunto de crenças e valores que até agora presidiam a condução de empreendimentos e negócios, em todos os setores da economia. O desmontar de sólidos conglomerados globais, à revelia de acurados pareceres de auditoria elaborados por empresas multinacionais de inquestionável credibilidade, esta a apontar para sérias fragilidades no conjunto de parâmetros e requisitos considerados no diagnóstico dessas organizações. Afinal, o que esta por traz dessa profunda rachadura nos alicerces de estabilidade e segurança de nossas organizações, em especial aquelas que integram o universo dos agronegócios, como Parmalat e Círio, para lembrar as mais recentes? Trata-se, e muito se tem falado sobre isso, da rápida e às vezes pouco compreendida mudança nos paradigmas até agora adotados no exame da “saúde” dessas empresas, especialmente ao considerar-se aquelas dos agronegócios, com a enorme diversidade de atores envolvidos em toda a cadeia agro-industrial. De um lado, defronta-se os conceitos tradicionais da Economia Neoclássica com os da Economia Ecológica. Para a Economia Neoclássica, os mecanismos de mercado são “meios para indicar a importância relativa dos efeitos nocivos do desenvolvimento econômico e para expressar a disposição da sociedade em pagar para amenizar os danos causados”. Para a Ecológica, onde “o limite para o crescimento é aquele imposto pelo ecossistema” a economia, quando cresce, “desaloja, se apropria de uma parte do ecossistema”. Estamos falando da incapacidade de mecanismos de equilíbrio do mercado e livre arbítrio do consumidor evitarem, sozinhos, os males do crescimento econômico injusto e desigual e de todas as decorrências daí resultantes. Como resultante, o crescente reconhecimento da necessidade de se contar com outros mecanismos capazes de corrigir / ajustar tais efeitos1. À antiga máxima da alocação eficiente dos recursos, soma-se a justa distribuição dos benefícios e a operação em escala sustentável no sistema global. Outro lado da equação diz respeito, também aqui especialmente nos agronegócios, a complexidade em se reconhecer as interconecções existentes entre os diferentes âmbitos que compõem o ecossistema que encerra a empresa e seu ambiente. Antes de operarem de forma estanque, estão esses âmbitos ligados entre si e operando de forma interdependente. Desenvolve-se aí o conceito de “sustentabilidade”, em suas dimensões ecológica (qualidade ambiental), social (equidade) e econômica (rentabilidade) que, interconectados, passam a representar importante instrumento de redução de riscos e de certificação da capacidade de agregar valor a longo prazo. Na definição de “De Camino & Mulller, 1993”, “a sustentabilidade ecológica implica na manutenção no tempo das características fundamentais do ecossistema sob uso quanto aos seus componentes e suas interações; a sustentabilidade econômica se traduz por uma rentabilidade estável no tempo; a sustentabilidade social está associada a idéia de que o manejo e a organização do sistema são compatíveis com os valores culturais e éticos do grupo envolvido e da sociedade ...”2. Na visão do físico e escritor Frtjjof Capra, já citado, uma “Comunidade Humana Sustentável é aquela que não interfere na habilidade inerente à natureza de sustentar a vida”. No campo dos agronegócios, Altieri (1983) definiu Sustentabilidade Agrícola como a “capacidade de um agroecossistema de manter a produção através do tempo na presença de repetidas restrições ecológicas e pressões socioeconômicas&rdquo. Na busca do atendimento de todos esses conceitos colocam-se, frente a frente, duas escolas principais, cada uma com suas crenças e valores a defender interesses políticos e econômicos particulares. De um lado, os que defendem a simples correção dos atuais sistemas produtivos. De outro, aqueles para os quais só uma mudança estrutural profunda será capaz de interromper os malefícios de uma exclusão crescente, brutal distanciamento entre ricos e pobres, prejuízos aos nossos solos e águas, diminuição da biodiversidade, para não dizer das assustadoras previsões de mudanças climáticas3. Só o desenvolvimento de metodologias apropriadas para a análise qualitativa e quantitativa da presença, em todos os elos da cadeia, dos atributos de sustentabilidade acima referidos, e de seus efeitos, será capaz de apontar com quem esta a razão. O resto é especulação. Para isso, é necessário o estabelecimento de indicadores que reflitam não só a presença desses atributos, mas suas possíveis alterações, para cada um dos âmbitos ambiental, social e econômico. Segundo J. M. Gusman Ferraz , da Embrapa Meio Ambiente, é consenso geral que esses indicadores devem ser capazes não apenas de “sinalizar” a existência de determinada degradação no sistema, mas também de “advertir” sobre potenciais perturbações. Adverte ainda o especialista, “para cada agroecossistema deve ser definido um conjunto particular de indicadores em função das condições agroecológicas e socioeconômicas presentes em cada região, do perfil dos usuários finais da informação, da disponibilidade de informações existentes e dos custos envolvidos na geração de novos dados, se necessário”. Vale lembrar que esses indicadores de sustentabilidade deverão permitir, conforme já referido, o monitoramento das dimensões ambiental, social e econômica contempladas no conceito de sustentabilidade, sem o que não poderão refletir os eventos ocorrentes em todo o universo que envolve a empresa e os diferentes atores que gravitam em torno dela. Parece claro que de posse de tais indicadores, aplicados a partir de processos transparentes levados a efeito por empresas e especialistas isentos e bem preparados, se poderá assegurar os verdadeiros ganhos advindos da redução dos riscos e da agregação de valor para essas empresas, já mencionados4. Refletidos esses atributos nos ativos tangíveis das organizações, se estará assegurando a correta expressão econômica desse diferencial em relação aos seus concorrentes, com efeitos diretos no mercado e em suas relações com investidores e agentes financeiros. Inicia-se aí a verdadeira transformação na sociedade. Empresas e stakholders, estes últimos entendidos como todo o universo de “atores” que gravitam em torno dela, direta e indiretamente afetados por sua ação, estarão exercitando uma forma diferente de se relacionar, pautada a partir de novos paradigmas capazes de apontar na direção de uma sociedade mais justa e igualitária. José Carlos Pedreira de Freitas – Engenheiro agrônomo dedicado ao estudo da sustentabilidade nos agronegócios, é Diretor da HECTA Desenvolvimento Empresarial nos Agronegócios (hecta.sp@uol.com.br).

Fonte : HECTA Desenvolvimento Empresar    

Eucalipto para geração de biocombustíveis

15/09/2008
08:37:00

O eucalipto pode ser tão bom e eventualmente até melhor do que a cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis a partir da biomassa gerada pela plantação/colheita destas culturas. A afirmação é de Carlos Alberto Labate, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq). Ela foi feita durante o Simpósio sobre Etanol de Celulose, promovido pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Segundo o professor, o eucalipto é uma árvore incrível e o Brasil tem muita sorte por ter todas as condições necessárias para a alta produtividade da cultura. A indústria florestal brasileira, uma das melhores do mundo e que serve de referência para vários países, está interessada em entender como a biomassa do eucalipto pode ser usada para a produção de etanol. Trata-se de uma nova revolução da química verde. Atualmente, os resíduos permanecem no solo das plantações após a extração do tronco da árvore, que normalmente é destinada à indústria de papel e celulose. “Uma quantidade razoável de casca é dispensada no solo com o corte da madeira, algo em torno de 20 toneladas por hectare. No entanto, estes resíduos desperdiçados podem ser usados para produzir bioetanol e biopolímeros. A casca do eucalipto é uma ótima fonte de carbono de baixo custo”. Em pesquisas, foi comprovado que a composição da casca do eucalipto é mais favorável do que o bagaço da cana em termos de açúcares fermentáveis: a quantidade de pentoses (monossacarídeos de cinco carbonos) inibitórias ao processo de fermentação é menor na casca do eucalipto. Além disso, o eucalipto possui o dobro de hexoses, que são açúcares fermentáveis como sacarose, glicose, frutose e galactose, em relação ao bagaço da cana. Isso significa que, teoricamente, o potencial do eucalipto para a fermentação é maior do que o da cana. Mas os estudos ainda não estão concluídos. Os estudos também indicam que enquanto a cana produz em torno de 10,6 toneladas de bagaço por hectare em um ano, o eucalipto chega a gerar de 23 a 25 toneladas de biomassa por hectare, no mesmo período, com alto potencial para serem transformadas em energia. O crescimento da área cultivada com eucalipto no Brasil deve ser significativo nos próximos anos, saindo de cerca de 3,5 milhões de hectares atualmente para 4,3 milhões em 2015. O fato de o Brasil estar entre os três maiores fornecedores mundiais de papel para impressão é um ponto positivo no estímulo à esse tipo de pesquisa.

Fonte : Agência FAPESP